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[Resenha] Bubble Gum

Dois personagens se encontram e se confrontam em Bubble Gum. Manon, uma jovem provinciana, bonita e entediada, que sai do sul da França para tentar a vida como modelo em Paris, começando como garçonete; e Derek Delano - herdeiro de uma multinacional do petróleo, aristocrata blasé cujo maior prazer é comprar e manipular as pessoas em jogos cruéis. Atraído por Manon, Derek é seduzido pela ideia de corrompê-la, de estragar seu destino. Afinal de contas, numa vida esvaziada de sentido, a destruição de um ser inocente é um projeto de vida que faz tanto sentido como qualquer outro. Graças a ele, Manon realiza o sonho de brilhar como modelo e atriz, mas ao preço da dependência de antidepressivos, cocaína e outros vícios. Mas logo se dá conta da armadilha em que caiu e planeja uma vingança.



O segundo romance de Lolita Pille, polêmica autora de Hell, combina assim dois temas clássicos da literatura: o da inocência ultrajada e o do pacto faustiano com o mal. Manon, 21 anos, entrega sua alma - e também seu corpinho, naturalmente - a Derek, em troca do brilho enganoso dos refletores. Mas, como em seu romance de estréia, Llita Pille constrói uma narrativa mais complexa do que parece, avessa a clichês e permeada por uma crítica sutil aos valores da sociedade contemporânea. A relação com o pai e a negação das origens - tudo o que Manon quer é se desligar do passado - permeiam os conflitos vividos pela protagonista. Quando a existência tem a profundidade de um pires, até as angústias são pré-fabricadas. Não é à toa que volta e meia Derek esbarra num contra-regra, como se sua vida fosse um filme.



Manon é uma espécie de Emma Bovary do século XXI: se a personagem de Flaubert foi uma vítima dos romances açucarados, a de Lolita Pille sofre na pele as consequências. - Texto da orelha.




( Se a imagem estiver ruim, é só colocar o vídeo em HD ^^ )





[Resenha] Romeu e Julieta

Em Verona, na Itália, por volta de 1600, a rivalidade entre os Montecchios e os Capuletos acentua-se e os conflitos estendem-se a parentes e criados, apesar do apelo do príncipe pela paz. Num baile de máscaras na casa dos Capuletos, Romeu Montecchio conhece Julieta Capuleto. A paixão é mútua e instantânea. Ao descobrir que pertencem a familias inimigas, os dois se desesperam. Resolvem casar-se secretamente, com a cumplicidade de frei Lourenço. No entanto, o destino desse amor seria trágico. - Sinopse do Skoob.



Romeu e Julieta foi escrito no inicio da carreira literária de William Shakespeare. A peça ficou entre as mais populares na época e, ao lado de Hamlet, é uma das suas obras mais levadas aos palcos do mundo inteiro.


O enredo é baseado em um conto de origem Italiana, traduzido em versos como A Trágica História de Romeu e Julieta por Arthur Brooke em 1562, e retomado em prosa como Palácio do Prazer por William Painter em 1582. (sim, a ideia não foi "original" da cabeça do Will u.u)



O livro é em forma de um roteiro de peça (porque, né?!), e a estória alterna entre a tragédia e a comédia. Tipo uma comédia trágica. E eu achei que é isso mesmo, sem esse papo todo de "romance"... Para entender o porque:









[Resenha] Desastre

REGRA N° 1 : NÃO SE ENVOLVA COM HUMANOS.

Em um mundo onde sentimentos, caminhos e valores dos seres humanos são comandados por entidades superiores, o destino pode ser traiçoeiro. Conheça Fado, um imortal que designa sinas aos homens, mora num apartamento de luxo em Nova York e veste uma atraente roupa humana. Solidário com seus clientes e apaixonado por uma vizinha, ele passa a burlar suas tarefas, alterar destinos e bagunçar as coisas no reino dos Céus. Com um texto leve, hilário e muito atual, Desastre vai fazer você repensar suas escolhas, acreditar no poder do amor e descobrir que até a Morte não é assim tão má pessoa. – Sinopse.

De longe a leitura mais leve e bem-humorada que fiz desde a queda do Império Romano.

Fado (também conhecido por seu nome mortal para passar despercebido: “Fábio”) nos apresenta sua rotina de trabalho, que envolve viajar na velocidade da luz por vários lugares do mundo distribuindo e reajustando o fado dos humanos (que teimam em não permanecer no caminho em que deveriam seguir desde que nasceram), reclamar sobre seu trabalho e sobre seus humanos idiotas que são imensos desperdícios de carbono e não fazem nada que preste (já que todos os humanos que tem um futuro brilhante pela frente não estão sob a sua jurisdição, e sim de Destino) e ficar por aí se embebedando ou se metendo em encrenca com seus amigos (e não tão amigos assim) imortais. 

O problema dos imortais é que eles são todos problemáticos.

Destino é ninfomaníaca. Dona Sorte sofre da Síndrome do Déficit de Atenção. Preguiça é narcoléptico. Gula tem intolerância à lactose. Segredo é paranoica. Honestidade é passivo-agressiva. Atração é narcisista. Paixão é bulímica. Amor é codependente. Desejo é obsessivo-compulsiva. Carma é alcoólatra. Verdade é cleptomaníaco. Sabedoria tem complexo de inferioridade. Morte é necrofóbico. E assim por diante...


E o problema de Fado é que ele está completamente cansado de ver os humanos fazendo todas as escolhas erradas.
“Regra #1: Não se envolva.
Uma regra de fato tão simples. Mas aqui estou eu, sentado em um shopping em Paramus, Nova Jersey, e me sentindo frustrado.
Irritado.
Decepcionado.
Oitenta e três por cento dos seres humanos são criaturas previsíveis, quanto a seus hábitos, e ficam presos em rotinas, estilos de vida e vícios ou passam a vida trocando um vício por outro.
Meus oitenta e três por cento. Meus seres humanos. Todos os cinco bilhões e meio deles.”
(cinco bilhões e meio de humanos para administrar! o.o E tudo culpa de Morte que não quis matar aqueles humanos idiotas e impedir o "Descobrimento da América")

Juntando a inabilidade dos humanos de fazer a escolha certa, a vadia Destino jogando na cara dele que ela é tudo o que ele gostaria de ser, os mais de quinhentos anos sem falar com seu melhor amigo Morte (também conhecido por Dennis), Jerry (também conhecido como Deus) dizendo que ele não está fazendo seu trabalho direito e Sara, sua nova vizinha que ele não consegue ler porque ela está na jurisdição de Destino e por quem fica completamente apaixonado, Fado decide dizer tchau ao livre-arbítrio dos humanos e começa a interferir, levando-os para o caminho “certo”. Quebrando a primeira regra. 

E de brinde, ele começa a quebrar outras também, por exemplo: Regra #7: Não se apaixone.

Em Desastre, nós aprendemos sobre viagem na velocidade da luz, carma, história (do ponto de vista de quem estava lá), Lei da Predestinação, as principais diferenças entre Fado e Destino (que muita gente acha que é a mesma coisa) e o que as pessoas (ou nesse caso, um imortal entediado com sua vida) são capazes de fazer por amor.

Mas o mais importante de tudo é que, não importa o quanto você queira que seja um romance água com açúcar (se é que vocês me entendem), a gente aprende que para Fado, o amor não é uma escolha. É um desastre.

[Resenha] Elogia da Madrasta


Lucrecia e don Rigoberto vivem em contínua felicidade. Ela, que acaba de completar 40 anos, nada perdeu de sua elegância e sensualidade; ele, no segundo casamento, descobriu finalmente os prazeres da vida conjugal. Juntos, creem que nada pode afetar esse idílio cheio de fantasias e sexo.
Alfonso, ou Fonchito, filho de don Rigoberto, parecia ser o único empecilho; amava demais sua mãe, Eloísa, para aceitar a chegada de uma madrasta. Mas até ele foi conquistado pelos encantos de dona Lucrecia.


O amor do menino por sua madrasta, entretanto, vai muito além do que se esperaria de uma criança, criando uma linha tênue entre a paixão e a inocência que mudará o destino de cada um deles. – Sinopse.

Elogio da Madrasta é um livro ganhador do prêmio Nobel de literatura, e não poderia deixar de ser uma leitura cheia de palavras difíceis e todo aquele refinamento que estamos tão acostumados a ver nos livros que nos obrigam a ler na aula de literatura. 

Mas a estória é bastante diferente do que o pessoal do MEC bota nos programas escolares. (ao menos no meu os livros eram tipo: “A Escrava Isaura” e “Frei Luiz de Souza”, o de vocês vai saber né, vai que tem um professor de Literatura meio doido por aí... kkkkkk).

Também diferente do que muita gente pensa ao ver um livro desse tipo, ele não é chato! (nem os outros anteriormente citados também, sério, eu li! O final de Frei Luiz de Souza me revoltou, mas são leituras válidas u.u. Só que não se encaixam no perfil do blog então vou parar de falar delas agora xD). Também não vou dizer que foi uma estória emocionante que me prendeu do começo ao fim. Até porque o livro tem 179 páginas e eu li em três dias. Lia metade de um capitulo, parava, passava algum tempo fazendo outra coisa e aí pegava o livro de novo =D. Mas não em todos os capítulos, só nos que ficavam detalhando o que don Rigoberto fazia no banheiro...
“Don Rigoberto entrecerrou os olhos e fez pressão, suavemente. Não era preciso mais nada: sentiu de imediato a comichão benfeitora no reto e a sensação de que, lá dentro, nos vãos do baixo-ventre, algo submisso se dispunha a partir e já transitava por aquela porta de saída que, para facilitar a passagem, se alargava. O ânus, por sua vez, tinha começado a se dilatar, antecipando, preparando-se para concluir a expulsão do expulso, para depois se fechar e comprimir, com suas mil ruguinhas, como se estivesse caçoando: “Deu o fora, sacana, e nunca mais vai voltar.”  Don Rigoberto sorriu, contente. “Cagar, defecar, excretar, sinônimos de gozar?”, pensou. Sim, por que não. Desde que seja feito devagar e concentrado, degustando a tarefa, sem a menor pressa, prolongando, provocando um estremecimento suave e sustentado nos músculos do intestino.”
Pois é...
Mas não, eu não li 179 páginas apenas disso. (graças aos céus)

Elogia da Madrasta conta a estória de dona Lucrecia, don Rigoberto e Fonchito, filho dele e enteado dela. Mais precisamente, conta a estória da intimidade deles, já que é uma estória erótica.
E também é uma estória de humor. (não que ele tenha me feito rir de verdade enquanto lia, mas pude perceber o humor contido no livro)

Quando dona Lucrecia aceitou se casar com don Rigoberto, suas amigas lhe avisaram que não havia possibilidade de dar certo uma relação com o filho de outra mulher metido no meio, e Lucrecia tinha medo de que realmente o menino a odiasse, mas para sua surpresa (e de don Rigoberto também) o menino acaba gostando dela. Problema superado? Só que não.

É justamente o menino (Fonchito) gostar dela que traz o problema da estória. Ele gosta dela até demais. Tipo, ele se apaixona por ela. E dona Lucrecia, não conseguindo resistir à carinha de anjo do filho adotivo por muito tempo, acaba desenvolvendo uma relação de amantes com ele. 
“Quando a boca do menino procurou a dela, não a negou. Entrecerrando os olhos, deixou-se beijar e devolveu o beijo. Instantes depois, encorajados, os lábios do menino insistiram e empurraram, e então ela abriu os seus e deixou uma nervosa cobrinha, desajeitada e assustada a princípio, depois audaz, visitasse sua boca e percorresse, pulando de um lado para o outro em suas gengivas e em seus dentes, e tampouco retirou a mão que, de repente, sentiu num dos seios.”
Só tive um pouco de dificuldade em formar uma imagem sólida do menino Fonchito, pois em algumas partes no começo do livro ele é comparado a um anjinho, um cupido etc., logo, eu imaginei uma criança pequena. (porque o cupido é retratado de fraldas até .-.).
Aí depois ele começa a ter relações com a madrasta e eu penso: “tá, ele deve ser um pouco mais velho, mas todo mundo se refere a ele como pequenino e criança.. talvez uns 13, 14 anos?”.
E mais para a frente é citado que ele vai ganhar uma moto. Então ele já tem ou já vai ter idade para dirigir. Mas lá onde o autor imaginou a estória, no tempo em que ela foi escrita, qual era a idade pra dirigir mesmo?

Então durante o livro formei uma imagem fixa de don Rigoberto, dona Lucrecia e até da empregada Justiniana, mas Alfonso ficou mudando o tempo todo. Só que isso não interfere no entendimento da estória. (que bom!)

O final do livro também é típico desse tipo de livros, deixa uma leve interrogação, não acaba para todos os personagens de fato. Mas devo admitir que me surpreendeu. 
Acaba o livro e a gente fica sem saber se Fonchito é um anjinho inocente ou um diabinho dos bons. (eu particularmente estou inclinada à segunda opção, mas o autor não dá a resposta claramente)
    
É uma leitura um tanto estranha, com partes "tensas" e algumas que nem ao menos dá pra entender direito (a parte que o autor tenta explicar porque a mulher é o quadro abstrato da sala eu não entendi muita coisa não u.u’), mas no geral é um bom livro, eu gostei. E se você gostar desse tipo de literatura (que não seja a adolescente romântica ou fantástica que tanto amamos ♥) leia o livro, é bom! E se não gosta muito, dê outra chance a ela, quando não tem a obrigação de ler pra fazer a prova fica mais legal! Kkkkkkk

Resumindo: eu recomendo, mesmo tendo dado só duas estrelas. O livro não é perfeito (pra mim né, o pessoal que julga as obras pro prêmio Nobel achou u.u), mas é bom. 
    
(menos se você for algum tipo de puritano, nesse caso eu acho melhor que passe bem longe!).